Para a amiga C.P.
Pito e repito o síndrome do caracol; Estes seres moles e nómadas desenham em permanência. No entanto não é do desenho que se trata mas da vontade que os move, que os faz deslizar numa certa direção. Existem desenhos sim e estes testemunham. Testemunham uma vontade de chegar, ou tentar chegar, a um sítio. No final não se sabe o que lá estava pois normalmente é ingerido e o desenho, felizmente, é feito de saliva prateada cor de fevereiro que desaparece com as finas gotas de orvalho. São o que terão que ser para quem lhes quiser dar o tempo de poderem ser o que quiserem ser.
Eu tento fazer o que quero fazer tal como o quero fazer. Tento fazê-lo de uma forma tão intuitiva e descontrolada pois faz com que me sinta menos perdido neste mundo louco e apaixonante.
Nas fotografias: pequena escultura flexível e super leve feita ao longo de 52,85km, num jogo de fricção caloroso entre o meu umbigo e a minha t-shirt de lycra apertada.
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